Locomotiva Viajante: Como Ter uma Viagem Romântica e Inusitada pelo Mundo!

Cada um tem um sonho. Muitos conseguem realizá-los, outros não. Mas, porque deixá-los morrer, não é mesmo? Você já imaginou viajar pelo mundo com o amor da sua vida? Parece arriscado, mas é preciso coragem! 

Eu sempre tive vontade de viajar e conhecer vários países e culturas diferentes. Mas, primeiro, comecei por aqui mesmo, nas pequenas cidades do nosso Brasil: Pirenópolis (GO), Caldas Novas (GO), Campo Grande (MS), Parnaíba (PI) e Pirapora (MG). Acabou minha lista...rs. Algumas viajei com o love, outras com a família e amigos. E, hoje, eu descobri que ainda tenho muito para conhecer e também muitos hábitos que preciso largar para me libertar. Sabe como eu descobri isso? Visitando o site Locomotiva Viajante e vendo o projeto do Cristiano e da Luísa.

Não os conheci pessoalmente, mas um simples olhar no site e uma entrevista com Cristiano foram capazes de transmitir seus sonhos. Eles resolveram dar uma volta ao mundo, rumo ao inesperado. O que era para ser uma viagem de lua de mel, acabou virando uma viagem enorme por 32 países e 111 cidades. Hoje, falarei aqui no blog sobre a aventura inusitada que viveram como casal e o que descobriram dando uma voltinha pelo mundo. 

1) O que os motivou a tentar essa aventura de viajar pelo mundo?

Tudo começou quando minha avó Stella Prata, realizou uma viagem para conhecer o mundo inteiro. Minha outra avó também tinha o sonho de ir a Portugal, mas faleceu antes disso acontecer. Desde pequeno, ouvindo as histórias da avó Stella eu tinha esse sonho, mas sempre adiava, para comprar um carro, um apartamento, realizar projetos, etc. Meus avós foram um dos principais incentivadores. Eu queria conhecer, mergulhar no improviso. Conhecer os melhores pontos turísticos que, na verdade, são as pessoas. Queria ler as pessoas. Elas vão contando histórias que você vai absorvendo e criando uma identidade interessante. Você consegue respeitar diversas opiniões. E, é necessário conhecer e deixar as coisas acontecerem. Existe solução para tudo e é preciso se acalmar e não desistir. 

2) Essa viagem a dois representou um desafio no casamento de vocês?

Quando conheci minha esposa, em 2004, namoramos por 11 anos e quando casei, tive a ideia de fazer uma viagem especial pelo mundo durante a lua de mel, mas não deu certo. Em 2014, passamos por um momento grave no casamento, ficamos separados, mas depois nos reconciliamos e decidi que precisava realizar este sonho para me autoconhecer. 

3) Os dois quiseram viajar ou um teve que convencer o outro? Como funcionou isso? 

No início, a Luísa não queria. Eu estava com um pensamento de transformação. Ela resistiu muito à ideia, pois é muito apegada à família e não imaginava como seria ficar tanto tempo longe. Depois conversamos e vimos que haviam projetos que ela podia realizar também, como por exemplo, fazer um curso de inglês em Sidney, na Austrália. Assim, optamos por realizar um planejamento, pedimos demissão dos empregos, vendemos os carros, fizemos uma poupança que começou, basicamente, após a Copa do Mundo de 2014 e no dia 06 de junho de 2015 saímos de viagem. 

Primeiro dia em Porto (Portugal).

3) Ficaram tanto tempo juntos, não enjoaram um do outro? 

É um aprendizado muito bom com relação ao relacionamento e amadurecemos muito. Aprendemos a respeitar um ao outro. Não tinha problema tirarmos um tempo para ficarmos separados. Estava tudo bem cada um sair e ver aquilo que precisava e que queria.

Nessa viagem, aprendi a ter um equilíbrio no meu casamento. Como estávamos só nós dois, começamos a enxergar um ao outro e entender que viajar junto não é como ser gêmeos siameses. Gostávamos de ter um período para ficarmos sozinhos e fazermos as atividades que queríamos. Às vezes, a Luísa gostava de ficar lendo livros no hotel e eu preferia conhecer a cidade. Houve um período em que ela ficou em Sidney, para o curso e eu viajei para outros lugares. E, é por isso, que digo: uma volta ao mundo é uma volta no nosso próprio mundo. E, eu fui me descobrindo ao longo da viagem. Foi muito aprendizado, principalmente, o de me fortalecer individualmente. 

4) Passaram por alguma aventura inusitada que mudou a vida de vocês?

Houve três momentos dos quais a minha esposa teve muita vontade de ir embora. Principalmente, quando se lembrava da família ou passávamos por lugares desconfortáveis. 

Durante a nossa viagem para Mumbai tivemos muitas dificuldades e chegamos cansados e estressados. O hotel tinha um cheiro muito ruim, mas conseguimos parar e administrar tudo aquilo. 


Para mim, teve um momento, em que estávamos na Malásia e eu precisava resolver alguns problemas da viagem. Mas, nada disso se compara ao contato que tivemos com os refugiados. Chegamos em Budapeste, na Hungria. As pessoas estavam saindo da Grécia, fugindo da Síria, mas ainda não entendíamos o que estava acontecendo. Nem imaginávamos que estávamos bem no momento em que a criança síria foi morta na praia.

Pegamos um trem para ir para Bratislava, na Eslováquia e depois fomos para a Áustria, onde tivemos uma experiência impressionante por três dias como voluntários em um Centro de Apoio aos Refugiados, na estação de trem Wien Hauptabnhof, próximo ao nosso hotel em Viena.

Centro de Refugiados. Foto: Locomotiva Viajante.


Para ajudar, criamos um post no Facebook e em 24 horas conseguimos arrecadar 11 mil reais, que ajudaria muitas famílias. Havia muito preconceito, mas queria poder mostrar para as pessoas que bastava dar um simples abraço em uma família Síria para confortá-los, pois eles foram expulsos de suas casas. Esse foi o lado humano da nossa viagem. 

Leia Mais: https://www.facebook.com/locomotivaviajante/posts/1672154976404405 

6) Muitos casais se perdem ou brigam nesta questão de planejamento. Vocês sempre conseguiam chegar a um acordo, quando decidiam os locais ou quanto precisavam gastar? 


Decidíamos o roteiro juntos. Mas, eu sempre me dedicava para adicionar os locais que iríamos. Há também o momento de estresse por causa da parte financeira. Chegamos num ponto em que havíamos gastado demais e começamos a nos perder por causa da alta do dólar e, às vezes, achávamos que não íamos chegar até o fim da viagem. Assim, a Luísa fez uma planilha no Excel, com todos os detalhes, para evitar gastos desnecessários e isso, ajudou na organização. O legal é que ela conseguia fazer esse controle, enquanto eu queria gastar e conhecer novos lugares, ela colocava meus pés no chão

7) Como funcionou viajar por meio do Airbnb, além de hotéis ou pousadas reservados pelos sites Hoteis.com, Booking.com e Hotel Urbano? Não dá um frio na barriga ou medo de ser enganado? Como sentiram confiança em alugar um local? 

Usei muito mais o hoteis.com. Ele é o mais confiável e mostra todas as taxas, a maioria das reservas você consegue pagar e não tem surpresa depois. É necessário ficar de olho nas tarifas e ver ser você não terá que pagar algo além. Nesse site, eles tinham essa flexibilidade de ter o cancelamento gratuito. Tem também o programa de fidelidade que a cada 10 diárias você ganha uma. Eles davam muitos descontos, principalmente quando eu preenchia as avaliações e, normalmente, ganhávamos de 10% a 20%.

No Airbnb conseguimos apartamentos legais que nos faziam sair daquele ambiente de hotel. Era o mais próximo da nossa casa. Uma das dicas para quem vai alugar pelo Airbnb é ver os comentários, os reviews, as avaliações e falar com os proprietários. É importante tirar qualquer dúvida sobre o local.

8) Presenciaram algum casamento tradicional? Como foi? 

Quando estávamos em Vientiane, em um país chamado Laos, vimos um casal fazendo uma prévia romântica. Em Myanmar, outros casais numa prévia de balão. Mas, não chegamos a ver um casamento tradicional, apenas espiamos um em Varsóvia, na Polônia.


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Adorei ouvir essa história! E, agradeço muito ao Cristiano que disponibilizou uma parte de seu tempo para conversar comigo! Além desses relatos, ele também falou sobre Finanças, Culinária, Turismo e Cultura. Você não pode perder! E você, qual o maior sonho que deseja realizar sozinho (a) ou como um casal?

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